O Respeito Humano

O Respeito Humano

Postado em:
Blog -
- 02/07/2019 13:33:42

Distinta e rica dama desejava adotar uma filha de Maria, cujo procedimento lhe agradava sobremaneira. Mas estabeleceu como condição que se retirasse da associação mariana e depusesse a medalha da Mãe de Deus. Firme e resoluta, embora gentil e cortês, respondeu a donzela que a esta exigência não satisfaria por nenhum preço: preferia ser filha de Maria, a se tornar rica e notável.

A dama encontrou nessa franqueza e firmeza tanta satisfação que tomou consigo a jovem e, ainda mais notável, adotou-a para sua própria santificação. O bom exemplo da moça reconduziu-a à piedade e à virtude. Se essa filha de Maria, no seu covarde respeito humano, tivesse satisfeito à exigência da rica dama, muito provavelmente não voltaria esta para Deus, mas cairia na indiferença religiosa.

Eu desejaria animar-te, jovem cristã, a imitares a firmeza desta filha de Maria, e a jamais te tornares infiel a Deus e aos teus deveres, por causa do respeito humano.

 

I – Contentar a Deus, há de ser sempre tua principal preocupação

“Teme a Deus e observa os seus Mandamentos, porque nisto está o homem todo” (Ecl 12,13). Lembra-te de que Deus é teu soberano Senhor, a quem tudo deves agradecer e de quem dependes em qualquer circunstância; reflete que dentre poucos anos deverás comparecer perante Ele, que será teu reto Juiz, a fim de prestar contas de toda a tua vida, e que da sua sentença dependerá a tua eternidade.

Pondera, ainda mais, que os homens são criaturas frágeis, as quais hoje possuem a vida e amanhã desaparecerão no túmulo, e que da grandeza e fausto do homem mais rico, mais honrado e mais célebre, nada mais restará, senão um punhado de terra e pó. O Padre Clemente Hoffbauer, a um senhor importante, que se ufanava da sua distinta posição, quis um dia fazer-lhe ver o que é o homem. Curvando-se para o chão, tomou um pouco de pó na mão e mostrou-lhe, com as seguintes palavras: “Vê, isto é o homem, uma mão cheia de pó!”. Mas, que é um punhado de pó confrontado com toda a Terra, com suas planícies, colinas e montanhas? Como é incrivelmente minúsculo, comparado com os inumeráveis e incomensuráveis corpos celestes que há milhares de anos percorrem a sua orbita! Como é, infinitamente pequeno e insignificante, em face de Deus infinitamente grande e onipotente, que com simples ato da sua vontade, tudo chamou à existência e a conserva de contínuo! A este Deus infinitamente grande e soberano deves temer e, portanto, não ofender; mas o homem fraco e mesquinho, punhado de pó, não temas.

Nunca sejas infiel ao teu dever, por causa de um tímido olhar humano, nem, por seu insípido escárnio, jamais pratiques ato algum pecaminoso.

 

II – Guarda-te do respeito humano!

No dia do teu Batismo e Crisma te colocaste solenemente sob o estandarte de Jesus Cristo. Ao receber este Sacramento, prometeste firmemente, que sempre e em todas as circunstâncias, havias de te conservar fiel a Jesus Cristo e a sua Santa Igreja.

A bandeira de um rei da Terra é muitas vezes defendida com grande coragem. Muitos soldados preferem sacrificar a própria vida entre ferimentos e dores atrozes, a entregar ao inimigo a bandeira do seu rei. Não deveria com igual, e mesmo com maior amor e entusiasmo, defender a bandeira isto é, os santos interesses de Jesus Cristo? É Rei que não sofre comparação com príncipe nenhum, por melhor e mais amável que este seja.

São seus interesses tão dignos e elevados, tão justos e bons, tão santos e necessários, como os de nenhum outro rei; pertencem e se estendem a todos os homens, abrangem o tempo e a eternidade.

Não estarias, portanto, disposta a oferecer até a última gota de teu sangue pelo teu Divino Salvador e seus santos interesses, se necessário fosse? Intrepidez e firmeza são o que de ti espera o Senhor. Se na vida lhe permaneceres unida, sem respeito humano. Ele te recompensará por toda a eternidade como sua fiel discípula; mas se te envergonhares, covardemente, dos seus interesses e te mostrares infiel a Ele então, como juiz te lançará no cárcere e te punirá severamente, o que declara, em verdade, com solene energia: “Aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; e o que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos Céus” (Mt 10,32).

Como católica, não tens realmente, nenhum motivo de te envergonhar da tua Igreja. Ainda não ouviste de certo, que uma jovem sadia e viçosa, se envergonhasse de sua próspera saúde, pelo fato de ter encontrado outra jovem desbaratada por alguma enfermidade contumaz. Nunca viste um homem, com os membros íntegros e perfeitos, corar de vergonha por ver outro, que só podia mover-se com o auxílio de muletas.

Ainda não tiveste ocasião de observar, que alguém considerasse como desonra pertencer a uma família ilustre e distinta, em que a virtude e a probidade são hereditárias.

– Em suma: ninguém, que se tenha por sensato e racional, se envergonha jamais de uma boa ação. Se este axioma é reconhecido por todos os homens que pensam de modo sensato, não tens, como católica, nenhum motivo verdadeiro para te envergonhares da tua Igreja que, mesmo na opinião imparcial dos que seguem outras religiões, tem realizado tantas coisas grandiosas e magníficas, e sem a qual, como se exprime um ator protestante, a Europa, desde muito se houvera transformado num deserto mongólico.

Não tens, realmente nenhum motivo para te envergonhares da Santa Igreja que, no decurso de tantos séculos, manifestou uma admirável força divina; de todas as perseguições, até mesmo das mais violentas, saiu sempre vitoriosa; sempre rejuvenescida; sempre novamente robustecida; enquanto tudo, em derredor caía em ruínas, até mesmo os tronos e os reinos dos mais poderosos soberanos.

Não tens, realmente, nenhum motivo de te envergonhares de tua Santa Igreja que, em todos os contou entre seus filhos, grande número de homens os mais nobres, melhores e mais sábios, grandes heróis da virtude e benfeitores da humanidade. Existe por ventura, em todo o mundo, um instituto tão grande e admirável como a Igreja Católica, um instituto do qual provem igual torrente de benção? Não seria, pois, rematada loucura envergonhar-se dela?

Nem mesmo da Igreja Medieval nos devemos envergonhar. Escritores não católicos, mas imparciais, garantem que a Idade Média, muito longe de haver sido “tenebrosa” como, malévola e caluniosamente, ousaram outros afirmar foi, pelo contrário... uma época brilhante. De fato, uma idade em que se fundaram inúmeros hospitais, orfanatos e outras instituições de beneficência; uma idade em que se edificaram magníficas catedrais, igrejas, ornadas de esplêndidas obras de arte uma idade em que se fundaram tantas escolas superiores, dotadas com as mais ricas instituições, poderia porventura ser tenebrosa, como pretendem a maldade e a mentira apresentá-la?

Na Idade Média, a Igreja era o sol espiritual, que sobre os homens, irradiava cultura e civilização, educação e costumes cristãos. Não tens, portanto, em tempo algum, motivo de te envergonhares da tua santa Religião. Muito ao contrário, se lançares a tua vista para a nossa Igreja Católica, deve sentir-se possuída de um elevado sentimento de amável gratidão, pois a história de todos os tempos e de todos os povos jamais viu uma instituição tão grandiosa, tão magnífica e tão benfazeja como esta. Faze, pois, que te animem sempre aqueles grandes sentimentos de Santa Teresa, a qual ainda no seu leito de morte dizia: “Meu Deus, eu vos agradeço por ser filha da vossa Igreja”.

Não consintas jamais que te arraste o covarde respeito humano; nunca deixes de cumprir da maneira mais fiel os teus deveres para com a Igreja e trabalhar pelos seus interesses com zelo e sabedoria. Não permitas que o mesquinho respeito humano te impeça de assistir a Santa Missa assiduamente, de comparecer frequentemente à Santa Comunhão, e de tomar parte de alguma boa empresa. A esta intrepidez, na prática, da tua santa Religião, procura aliar uma grande pureza de costumes, fiel cumprimento das tuas obrigações e maneiras amáveis para com os demais, que assim conquistarás, sem dúvida alguma, alta estima e veneração de todos, até mesmo dos inimigos da nossa santa fé, ao passo que o vil e covarde respeito humano te faria desprezível. “Teme a Deus e observa os seus Mandamentos, porque nisto está o homem todo”.

O respeito humano

 

Distinta e rica dama desejava adotar uma filha de Maria, cujo procedimento lhe agradava sobremaneira. Mas estabeleceu como condição que se retirasse da associação mariana e depusesse a medalha da Mãe de Deus. Firme e resoluta, embora gentil e cortês, respondeu a donzela que a esta exigência não satisfaria por nenhum preço: preferia ser filha de Maria, a se tornar rica e notável.

A dama encontrou nessa franqueza e firmeza tanta satisfação que tomou consigo a jovem e, ainda mais notável, adotou-a para sua própria santificação. O bom exemplo da moça reconduziu-a à piedade e à virtude. Se essa filha de Maria, no seu covarde respeito humano, tivesse satisfeito à exigência da rica dama, muito provavelmente não voltaria esta para Deus, mas cairia na indiferença religiosa.

Eu desejaria animar-te, jovem cristã, a imitares a firmeza desta filha de Maria, e a jamais te tornares infiel a Deus e aos teus deveres, por causa do respeito humano.

 

I – Contentar a Deus, há de ser sempre tua principal preocupação

“Teme a Deus e observa os seus Mandamentos, porque nisto está o homem todo” (Ecl 12,13). Lembra-te de que Deus é teu soberano Senhor, a quem tudo deves agradecer e de quem dependes em qualquer circunstância; reflete que dentre poucos anos deverás comparecer perante Ele, que será teu reto Juiz, a fim de prestar contas de toda a tua vida, e que da sua sentença dependerá a tua eternidade.

Pondera, ainda mais, que os homens são criaturas frágeis, as quais hoje possuem a vida e amanhã desaparecerão no túmulo, e que da grandeza e fausto do homem mais rico, mais honrado e mais célebre, nada mais restará, senão um punhado de terra e pó. O Padre Clemente Hoffbauer, a um senhor importante, que se ufanava da sua distinta posição, quis um dia fazer-lhe ver o que é o homem. Curvando-se para o chão, tomou um pouco de pó na mão e mostrou-lhe, com as seguintes palavras: “Vê, isto é o homem, uma mão cheia de pó!”. Mas, que é um punhado de pó confrontado com toda a Terra, com suas planícies, colinas e montanhas? Como é incrivelmente minúsculo, comparado com os inumeráveis e incomensuráveis corpos celestes que há milhares de anos percorrem a sua orbita! Como é, infinitamente pequeno e insignificante, em face de Deus infinitamente grande e onipotente, que com simples ato da sua vontade, tudo chamou à existência e a conserva de contínuo! A este Deus infinitamente grande e soberano deves temer e, portanto, não ofender; mas o homem fraco e mesquinho, punhado de pó, não temas.

Nunca sejas infiel ao teu dever, por causa de um tímido olhar humano, nem, por seu insípido escárnio, jamais pratiques ato algum pecaminoso.

 

II – Guarda-te do respeito humano!

No dia do teu Batismo e Crisma te colocaste solenemente sob o estandarte de Jesus Cristo. Ao receber este Sacramento, prometeste firmemente, que sempre e em todas as circunstâncias, havias de te conservar fiel a Jesus Cristo e a sua Santa Igreja.

A bandeira de um rei da Terra é muitas vezes defendida com grande coragem. Muitos soldados preferem sacrificar a própria vida entre ferimentos e dores atrozes, a entregar ao inimigo a bandeira do seu rei. Não deveria com igual, e mesmo com maior amor e entusiasmo, defender a bandeira isto é, os santos interesses de Jesus Cristo? É Rei que não sofre comparação com príncipe nenhum, por melhor e mais amável que este seja.

São seus interesses tão dignos e elevados, tão justos e bons, tão santos e necessários, como os de nenhum outro rei; pertencem e se estendem a todos os homens, abrangem o tempo e a eternidade.

Não estarias, portanto, disposta a oferecer até a última gota de teu sangue pelo teu Divino Salvador e seus santos interesses, se necessário fosse? Intrepidez e firmeza são o que de ti espera o Senhor. Se na vida lhe permaneceres unida, sem respeito humano. Ele te recompensará por toda a eternidade como sua fiel discípula; mas se te envergonhares, covardemente, dos seus interesses e te mostrares infiel a Ele então, como juiz te lançará no cárcere e te punirá severamente, o que declara, em verdade, com solene energia: “Aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; e o que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos Céus” (Mt 10,32).

Como católica, não tens realmente, nenhum motivo de te envergonhar da tua Igreja. Ainda não ouviste de certo, que uma jovem sadia e viçosa, se envergonhasse de sua próspera saúde, pelo fato de ter encontrado outra jovem desbaratada por alguma enfermidade contumaz. Nunca viste um homem, com os membros íntegros e perfeitos, corar de vergonha por ver outro, que só podia mover-se com o auxílio de muletas.

Ainda não tiveste ocasião de observar, que alguém considerasse como desonra pertencer a uma família ilustre e distinta, em que a virtude e a probidade são hereditárias.

– Em suma: ninguém, que se tenha por sensato e racional, se envergonha jamais de uma boa ação. Se este axioma é reconhecido por todos os homens que pensam de modo sensato, não tens, como católica, nenhum motivo verdadeiro para te envergonhares da tua Igreja que, mesmo na opinião imparcial dos que seguem outras religiões, tem realizado tantas coisas grandiosas e magníficas, e sem a qual, como se exprime um ator protestante, a Europa, desde muito se houvera transformado num deserto mongólico.

Não tens, realmente nenhum motivo para te envergonhares da Santa Igreja que, no decurso de tantos séculos, manifestou uma admirável força divina; de todas as perseguições, até mesmo das mais violentas, saiu sempre vitoriosa; sempre rejuvenescida; sempre novamente robustecida; enquanto tudo, em derredor caía em ruínas, até mesmo os tronos e os reinos dos mais poderosos soberanos.

Não tens, realmente, nenhum motivo de te envergonhares de tua Santa Igreja que, em todos os contou entre seus filhos, grande número de homens os mais nobres, melhores e mais sábios, grandes heróis da virtude e benfeitores da humanidade. Existe por ventura, em todo o mundo, um instituto tão grande e admirável como a Igreja Católica, um instituto do qual provem igual torrente de benção? Não seria, pois, rematada loucura envergonhar-se dela?

Nem mesmo da Igreja Medieval nos devemos envergonhar. Escritores não católicos, mas imparciais, garantem que a Idade Média, muito longe de haver sido “tenebrosa” como, malévola e caluniosamente, ousaram outros afirmar foi, pelo contrário... uma época brilhante. De fato, uma idade em que se fundaram inúmeros hospitais, orfanatos e outras instituições de beneficência; uma idade em que se edificaram magníficas catedrais, igrejas, ornadas de esplêndidas obras de arte uma idade em que se fundaram tantas escolas superiores, dotadas com as mais ricas instituições, poderia porventura ser tenebrosa, como pretendem a maldade e a mentira apresentá-la?

Na Idade Média, a Igreja era o sol espiritual, que sobre os homens, irradiava cultura e civilização, educação e costumes cristãos. Não tens, portanto, em tempo algum, motivo de te envergonhares da tua santa Religião. Muito ao contrário, se lançares a tua vista para a nossa Igreja Católica, deve sentir-se possuída de um elevado sentimento de amável gratidão, pois a história de todos os tempos e de todos os povos jamais viu uma instituição tão grandiosa, tão magnífica e tão benfazeja como esta. Faze, pois, que te animem sempre aqueles grandes sentimentos de Santa Teresa, a qual ainda no seu leito de morte dizia: “Meu Deus, eu vos agradeço por ser filha da vossa Igreja”.

Não consintas jamais que te arraste o covarde respeito humano; nunca deixes de cumprir da maneira mais fiel os teus deveres para com a Igreja e trabalhar pelos seus interesses com zelo e sabedoria. Não permitas que o mesquinho respeito humano te impeça de assistir a Santa Missa assiduamente, de comparecer frequentemente à Santa Comunhão, e de tomar parte de alguma boa empresa. A esta intrepidez, na prática, da tua santa Religião, procura aliar uma grande pureza de costumes, fiel cumprimento das tuas obrigações e maneiras amáveis para com os demais, que assim conquistarás, sem dúvida alguma, alta estima e veneração de todos, até mesmo dos inimigos da nossa santa fé, ao passo que o vil e covarde respeito humano te faria desprezível. “Teme a Deus e observa os seus Mandamentos, porque nisto está o homem todo”.

O respeito humano

 

Distinta e rica dama desejava adotar uma filha de Maria, cujo procedimento lhe agradava sobremaneira. Mas estabeleceu como condição que se retirasse da associação mariana e depusesse a medalha da Mãe de Deus. Firme e resoluta, embora gentil e cortês, respondeu a donzela que a esta exigência não satisfaria por nenhum preço: preferia ser filha de Maria, a se tornar rica e notável.

A dama encontrou nessa franqueza e firmeza tanta satisfação que tomou consigo a jovem e, ainda mais notável, adotou-a para sua própria santificação. O bom exemplo da moça reconduziu-a à piedade e à virtude. Se essa filha de Maria, no seu covarde respeito humano, tivesse satisfeito à exigência da rica dama, muito provavelmente não voltaria esta para Deus, mas cairia na indiferença religiosa.

Eu desejaria animar-te, jovem cristã, a imitares a firmeza desta filha de Maria, e a jamais te tornares infiel a Deus e aos teus deveres, por causa do respeito humano.

 

I – Contentar a Deus, há de ser sempre tua principal preocupação

“Teme a Deus e observa os seus Mandamentos, porque nisto está o homem todo” (Ecl 12,13). Lembra-te de que Deus é teu soberano Senhor, a quem tudo deves agradecer e de quem dependes em qualquer circunstância; reflete que dentre poucos anos deverás comparecer perante Ele, que será teu reto Juiz, a fim de prestar contas de toda a tua vida, e que da sua sentença dependerá a tua eternidade.

Pondera, ainda mais, que os homens são criaturas frágeis, as quais hoje possuem a vida e amanhã desaparecerão no túmulo, e que da grandeza e fausto do homem mais rico, mais honrado e mais célebre, nada mais restará, senão um punhado de terra e pó. O Padre Clemente Hoffbauer, a um senhor importante, que se ufanava da sua distinta posição, quis um dia fazer-lhe ver o que é o homem. Curvando-se para o chão, tomou um pouco de pó na mão e mostrou-lhe, com as seguintes palavras: “Vê, isto é o homem, uma mão cheia de pó!”. Mas, que é um punhado de pó confrontado com toda a Terra, com suas planícies, colinas e montanhas? Como é incrivelmente minúsculo, comparado com os inumeráveis e incomensuráveis corpos celestes que há milhares de anos percorrem a sua orbita! Como é, infinitamente pequeno e insignificante, em face de Deus infinitamente grande e onipotente, que com simples ato da sua vontade, tudo chamou à existência e a conserva de contínuo! A este Deus infinitamente grande e soberano deves temer e, portanto, não ofender; mas o homem fraco e mesquinho, punhado de pó, não temas.

Nunca sejas infiel ao teu dever, por causa de um tímido olhar humano, nem, por seu insípido escárnio, jamais pratiques ato algum pecaminoso.

 

II – Guarda-te do respeito humano!

No dia do teu Batismo e Crisma te colocaste solenemente sob o estandarte de Jesus Cristo. Ao receber este Sacramento, prometeste firmemente, que sempre e em todas as circunstâncias, havias de te conservar fiel a Jesus Cristo e a sua Santa Igreja.

A bandeira de um rei da Terra é muitas vezes defendida com grande coragem. Muitos soldados preferem sacrificar a própria vida entre ferimentos e dores atrozes, a entregar ao inimigo a bandeira do seu rei. Não deveria com igual, e mesmo com maior amor e entusiasmo, defender a bandeira isto é, os santos interesses de Jesus Cristo? É Rei que não sofre comparação com príncipe nenhum, por melhor e mais amável que este seja.

São seus interesses tão dignos e elevados, tão justos e bons, tão santos e necessários, como os de nenhum outro rei; pertencem e se estendem a todos os homens, abrangem o tempo e a eternidade.

Não estarias, portanto, disposta a oferecer até a última gota de teu sangue pelo teu Divino Salvador e seus santos interesses, se necessário fosse? Intrepidez e firmeza são o que de ti espera o Senhor. Se na vida lhe permaneceres unida, sem respeito humano. Ele te recompensará por toda a eternidade como sua fiel discípula; mas se te envergonhares, covardemente, dos seus interesses e te mostrares infiel a Ele então, como juiz te lançará no cárcere e te punirá severamente, o que declara, em verdade, com solene energia: “Aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; e o que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos Céus” (Mt 10,32).

Como católica, não tens realmente, nenhum motivo de te envergonhar da tua Igreja. Ainda não ouviste de certo, que uma jovem sadia e viçosa, se envergonhasse de sua próspera saúde, pelo fato de ter encontrado outra jovem desbaratada por alguma enfermidade contumaz. Nunca viste um homem, com os membros íntegros e perfeitos, corar de vergonha por ver outro, que só podia mover-se com o auxílio de muletas.

Ainda não tiveste ocasião de observar, que alguém considerasse como desonra pertencer a uma família ilustre e distinta, em que a virtude e a probidade são hereditárias.

– Em suma: ninguém, que se tenha por sensato e racional, se envergonha jamais de uma boa ação. Se este axioma é reconhecido por todos os homens que pensam de modo sensato, não tens, como católica, nenhum motivo verdadeiro para te envergonhares da tua Igreja que, mesmo na opinião imparcial dos que seguem outras religiões, tem realizado tantas coisas grandiosas e magníficas, e sem a qual, como se exprime um ator protestante, a Europa, desde muito se houvera transformado num deserto mongólico.

Não tens, realmente nenhum motivo para te envergonhares da Santa Igreja que, no decurso de tantos séculos, manifestou uma admirável força divina; de todas as perseguições, até mesmo das mais violentas, saiu sempre vitoriosa; sempre rejuvenescida; sempre novamente robustecida; enquanto tudo, em derredor caía em ruínas, até mesmo os tronos e os reinos dos mais poderosos soberanos.

Não tens, realmente, nenhum motivo de te envergonhares de tua Santa Igreja que, em todos os contou entre seus filhos, grande número de homens os mais nobres, melhores e mais sábios, grandes heróis da virtude e benfeitores da humanidade. Existe por ventura, em todo o mundo, um instituto tão grande e admirável como a Igreja Católica, um instituto do qual provem igual torrente de benção? Não seria, pois, rematada loucura envergonhar-se dela?

Nem mesmo da Igreja Medieval nos devemos envergonhar. Escritores não católicos, mas imparciais, garantem que a Idade Média, muito longe de haver sido “tenebrosa” como, malévola e caluniosamente, ousaram outros afirmar foi, pelo contrário... uma época brilhante. De fato, uma idade em que se fundaram inúmeros hospitais, orfanatos e outras instituições de beneficência; uma idade em que se edificaram magníficas catedrais, igrejas, ornadas de esplêndidas obras de arte uma idade em que se fundaram tantas escolas superiores, dotadas com as mais ricas instituições, poderia porventura ser tenebrosa, como pretendem a maldade e a mentira apresentá-la?

Na Idade Média, a Igreja era o sol espiritual, que sobre os homens, irradiava cultura e civilização, educação e costumes cristãos. Não tens, portanto, em tempo algum, motivo de te envergonhares da tua santa Religião. Muito ao contrário, se lançares a tua vista para a nossa Igreja Católica, deve sentir-se possuída de um elevado sentimento de amável gratidão, pois a história de todos os tempos e de todos os povos jamais viu uma instituição tão grandiosa, tão magnífica e tão benfazeja como esta. Faze, pois, que te animem sempre aqueles grandes sentimentos de Santa Teresa, a qual ainda no seu leito de morte dizia: “Meu Deus, eu vos agradeço por ser filha da vossa Igreja”.

Não consintas jamais que te arraste o covarde respeito humano; nunca deixes de cumprir da maneira mais fiel os teus deveres para com a Igreja e trabalhar pelos seus interesses com zelo e sabedoria. Não permitas que o mesquinho respeito humano te impeça de assistir a Santa Missa assiduamente, de comparecer frequentemente à Santa Comunhão, e de tomar parte de alguma boa empresa. A esta intrepidez, na prática, da tua santa Religião, procura aliar uma grande pureza de costumes, fiel cumprimento das tuas obrigações e maneiras amáveis para com os demais, que assim conquistarás, sem dúvida alguma, alta estima e veneração de todos, até mesmo dos inimigos da nossa santa fé, ao passo que o vil e covarde respeito humano te faria desprezível. “Teme a Deus e observa os seus Mandamentos, porque nisto está o homem todo”.

O respeito humano

 

Distinta e rica dama desejava adotar uma filha de Maria, cujo procedimento lhe agradava sobremaneira. Mas estabeleceu como condição que se retirasse da associação mariana e depusesse a medalha da Mãe de Deus. Firme e resoluta, embora gentil e cortês, respondeu a donzela que a esta exigência não satisfaria por nenhum preço: preferia ser filha de Maria, a se tornar rica e notável.

A dama encontrou nessa franqueza e firmeza tanta satisfação que tomou consigo a jovem e, ainda mais notável, adotou-a para sua própria santificação. O bom exemplo da moça reconduziu-a à piedade e à virtude. Se essa filha de Maria, no seu covarde respeito humano, tivesse satisfeito à exigência da rica dama, muito provavelmente não voltaria esta para Deus, mas cairia na indiferença religiosa.

Eu desejaria animar-te, jovem cristã, a imitares a firmeza desta filha de Maria, e a jamais te tornares infiel a Deus e aos teus deveres, por causa do respeito humano.

 

I – Contentar a Deus, há de ser sempre tua principal preocupação

“Teme a Deus e observa os seus Mandamentos, porque nisto está o homem todo” (Ecl 12,13). Lembra-te de que Deus é teu soberano Senhor, a quem tudo deves agradecer e de quem dependes em qualquer circunstância; reflete que dentre poucos anos deverás comparecer perante Ele, que será teu reto Juiz, a fim de prestar contas de toda a tua vida, e que da sua sentença dependerá a tua eternidade.

Pondera, ainda mais, que os homens são criaturas frágeis, as quais hoje possuem a vida e amanhã desaparecerão no túmulo, e que da grandeza e fausto do homem mais rico, mais honrado e mais célebre, nada mais restará, senão um punhado de terra e pó. O Padre Clemente Hoffbauer, a um senhor importante, que se ufanava da sua distinta posição, quis um dia fazer-lhe ver o que é o homem. Curvando-se para o chão, tomou um pouco de pó na mão e mostrou-lhe, com as seguintes palavras: “Vê, isto é o homem, uma mão cheia de pó!”. Mas, que é um punhado de pó confrontado com toda a Terra, com suas planícies, colinas e montanhas? Como é incrivelmente minúsculo, comparado com os inumeráveis e incomensuráveis corpos celestes que há milhares de anos percorrem a sua orbita! Como é, infinitamente pequeno e insignificante, em face de Deus infinitamente grande e onipotente, que com simples ato da sua vontade, tudo chamou à existência e a conserva de contínuo! A este Deus infinitamente grande e soberano deves temer e, portanto, não ofender; mas o homem fraco e mesquinho, punhado de pó, não temas.

Nunca sejas infiel ao teu dever, por causa de um tímido olhar humano, nem, por seu insípido escárnio, jamais pratiques ato algum pecaminoso.

 

II – Guarda-te do respeito humano!

No dia do teu Batismo e Crisma te colocaste solenemente sob o estandarte de Jesus Cristo. Ao receber este Sacramento, prometeste firmemente, que sempre e em todas as circunstâncias, havias de te conservar fiel a Jesus Cristo e a sua Santa Igreja.

A bandeira de um rei da Terra é muitas vezes defendida com grande coragem. Muitos soldados preferem sacrificar a própria vida entre ferimentos e dores atrozes, a entregar ao inimigo a bandeira do seu rei. Não deveria com igual, e mesmo com maior amor e entusiasmo, defender a bandeira isto é, os santos interesses de Jesus Cristo? É Rei que não sofre comparação com príncipe nenhum, por melhor e mais amável que este seja.

São seus interesses tão dignos e elevados, tão justos e bons, tão santos e necessários, como os de nenhum outro rei; pertencem e se estendem a todos os homens, abrangem o tempo e a eternidade.

Não estarias, portanto, disposta a oferecer até a última gota de teu sangue pelo teu Divino Salvador e seus santos interesses, se necessário fosse? Intrepidez e firmeza são o que de ti espera o Senhor. Se na vida lhe permaneceres unida, sem respeito humano. Ele te recompensará por toda a eternidade como sua fiel discípula; mas se te envergonhares, covardemente, dos seus interesses e te mostrares infiel a Ele então, como juiz te lançará no cárcere e te punirá severamente, o que declara, em verdade, com solene energia: “Aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; e o que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos Céus” (Mt 10,32).

Como católica, não tens realmente, nenhum motivo de te envergonhar da tua Igreja. Ainda não ouviste de certo, que uma jovem sadia e viçosa, se envergonhasse de sua próspera saúde, pelo fato de ter encontrado outra jovem desbaratada por alguma enfermidade contumaz. Nunca viste um homem, com os membros íntegros e perfeitos, corar de vergonha por ver outro, que só podia mover-se com o auxílio de muletas.

Ainda não tiveste ocasião de observar, que alguém considerasse como desonra pertencer a uma família ilustre e distinta, em que a virtude e a probidade são hereditárias.

– Em suma: ninguém, que se tenha por sensato e racional, se envergonha jamais de uma boa ação. Se este axioma é reconhecido por todos os homens que pensam de modo sensato, não tens, como católica, nenhum motivo verdadeiro para te envergonhares da tua Igreja que, mesmo na opinião imparcial dos que seguem outras religiões, tem realizado tantas coisas grandiosas e magníficas, e sem a qual, como se exprime um ator protestante, a Europa, desde muito se houvera transformado num deserto mongólico.

Não tens, realmente nenhum motivo para te envergonhares da Santa Igreja que, no decurso de tantos séculos, manifestou uma admirável força divina; de todas as perseguições, até mesmo das mais violentas, saiu sempre vitoriosa; sempre rejuvenescida; sempre novamente robustecida; enquanto tudo, em derredor caía em ruínas, até mesmo os tronos e os reinos dos mais poderosos soberanos.

Não tens, realmente, nenhum motivo de te envergonhares de tua Santa Igreja que, em todos os contou entre seus filhos, grande número de homens os mais nobres, melhores e mais sábios, grandes heróis da virtude e benfeitores da humanidade. Existe por ventura, em todo o mundo, um instituto tão grande e admirável como a Igreja Católica, um instituto do qual provem igual torrente de benção? Não seria, pois, rematada loucura envergonhar-se dela?

Nem mesmo da Igreja Medieval nos devemos envergonhar. Escritores não católicos, mas imparciais, garantem que a Idade Média, muito longe de haver sido “tenebrosa” como, malévola e caluniosamente, ousaram outros afirmar foi, pelo contrário... uma época brilhante. De fato, uma idade em que se fundaram inúmeros hospitais, orfanatos e outras instituições de beneficência; uma idade em que se edificaram magníficas catedrais, igrejas, ornadas de esplêndidas obras de arte uma idade em que se fundaram tantas escolas superiores, dotadas com as mais ricas instituições, poderia porventura ser tenebrosa, como pretendem a maldade e a mentira apresentá-la?

Na Idade Média, a Igreja era o sol espiritual, que sobre os homens, irradiava cultura e civilização, educação e costumes cristãos. Não tens, portanto, em tempo algum, motivo de te envergonhares da tua santa Religião. Muito ao contrário, se lançares a tua vista para a nossa Igreja Católica, deve sentir-se possuída de um elevado sentimento de amável gratidão, pois a história de todos os tempos e de todos os povos jamais viu uma instituição tão grandiosa, tão magnífica e tão benfazeja como esta. Faze, pois, que te animem sempre aqueles grandes sentimentos de Santa Teresa, a qual ainda no seu leito de morte dizia: “Meu Deus, eu vos agradeço por ser filha da vossa Igreja”.

Não consintas jamais que te arraste o covarde respeito humano; nunca deixes de cumprir da maneira mais fiel os teus deveres para com a Igreja e trabalhar pelos seus interesses com zelo e sabedoria. Não permitas que o mesquinho respeito humano te impeça de assistir a Santa Missa assiduamente, de comparecer frequentemente à Santa Comunhão, e de tomar parte de alguma boa empresa. A esta intrepidez, na prática, da tua santa Religião, procura aliar uma grande pureza de costumes, fiel cumprimento das tuas obrigações e maneiras amáveis para com os demais, que assim conquistarás, sem dúvida alguma, alta estima e veneração de todos, até mesmo dos inimigos da nossa santa fé, ao passo que o vil e covarde respeito humano te faria desprezível. “Teme a Deus e observa os seus Mandamentos, porque nisto está o homem todo”.

O respeito humano

 

Distinta e rica dama desejava adotar uma filha de Maria, cujo procedimento lhe agradava sobremaneira. Mas estabeleceu como condição que se retirasse da associação mariana e depusesse a medalha da Mãe de Deus. Firme e resoluta, embora gentil e cortês, respondeu a donzela que a esta exigência não satisfaria por nenhum preço: preferia ser filha de Maria, a se tornar rica e notável.

A dama encontrou nessa franqueza e firmeza tanta satisfação que tomou consigo a jovem e, ainda mais notável, adotou-a para sua própria santificação. O bom exemplo da moça reconduziu-a à piedade e à virtude. Se essa filha de Maria, no seu covarde respeito humano, tivesse satisfeito à exigência da rica dama, muito provavelmente não voltaria esta para Deus, mas cairia na indiferença religiosa.

Eu desejaria animar-te, jovem cristã, a imitares a firmeza desta filha de Maria, e a jamais te tornares infiel a Deus e aos teus deveres, por causa do respeito humano.

 

I – Contentar a Deus, há de ser sempre tua principal preocupação

“Teme a Deus e observa os seus Mandamentos, porque nisto está o homem todo” (Ecl 12,13). Lembra-te de que Deus é teu soberano Senhor, a quem tudo deves agradecer e de quem dependes em qualquer circunstância; reflete que dentre poucos anos deverás comparecer perante Ele, que será teu reto Juiz, a fim de prestar contas de toda a tua vida, e que da sua sentença dependerá a tua eternidade.

Pondera, ainda mais, que os homens são criaturas frágeis, as quais hoje possuem a vida e amanhã desaparecerão no túmulo, e que da grandeza e fausto do homem mais rico, mais honrado e mais célebre, nada mais restará, senão um punhado de terra e pó. O Padre Clemente Hoffbauer, a um senhor importante, que se ufanava da sua distinta posição, quis um dia fazer-lhe ver o que é o homem. Curvando-se para o chão, tomou um pouco de pó na mão e mostrou-lhe, com as seguintes palavras: “Vê, isto é o homem, uma mão cheia de pó!”. Mas, que é um punhado de pó confrontado com toda a Terra, com suas planícies, colinas e montanhas? Como é incrivelmente minúsculo, comparado com os inumeráveis e incomensuráveis corpos celestes que há milhares de anos percorrem a sua orbita! Como é, infinitamente pequeno e insignificante, em face de Deus infinitamente grande e onipotente, que com simples ato da sua vontade, tudo chamou à existência e a conserva de contínuo! A este Deus infinitamente grande e soberano deves temer e, portanto, não ofender; mas o homem fraco e mesquinho, punhado de pó, não temas.

Nunca sejas infiel ao teu dever, por causa de um tímido olhar humano, nem, por seu insípido escárnio, jamais pratiques ato algum pecaminoso.

 

II – Guarda-te do respeito humano!

No dia do teu Batismo e Crisma te colocaste solenemente sob o estandarte de Jesus Cristo. Ao receber este Sacramento, prometeste firmemente, que sempre e em todas as circunstâncias, havias de te conservar fiel a Jesus Cristo e a sua Santa Igreja.

A bandeira de um rei da Terra é muitas vezes defendida com grande coragem. Muitos soldados preferem sacrificar a própria vida entre ferimentos e dores atrozes, a entregar ao inimigo a bandeira do seu rei. Não deveria com igual, e mesmo com maior amor e entusiasmo, defender a bandeira isto é, os santos interesses de Jesus Cristo? É Rei que não sofre comparação com príncipe nenhum, por melhor e mais amável que este seja.

São seus interesses tão dignos e elevados, tão justos e bons, tão santos e necessários, como os de nenhum outro rei; pertencem e se estendem a todos os homens, abrangem o tempo e a eternidade.

Não estarias, portanto, disposta a oferecer até a última gota de teu sangue pelo teu Divino Salvador e seus santos interesses, se necessário fosse? Intrepidez e firmeza são o que de ti espera o Senhor. Se na vida lhe permaneceres unida, sem respeito humano. Ele te recompensará por toda a eternidade como sua fiel discípula; mas se te envergonhares, covardemente, dos seus interesses e te mostrares infiel a Ele então, como juiz te lançará no cárcere e te punirá severamente, o que declara, em verdade, com solene energia: “Aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; e o que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos Céus” (Mt 10,32).

Como católica, não tens realmente, nenhum motivo de te envergonhar da tua Igreja. Ainda não ouviste de certo, que uma jovem sadia e viçosa, se envergonhasse de sua próspera saúde, pelo fato de ter encontrado outra jovem desbaratada por alguma enfermidade contumaz. Nunca viste um homem, com os membros íntegros e perfeitos, corar de vergonha por ver outro, que só podia mover-se com o auxílio de muletas.

Ainda não tiveste ocasião de observar, que alguém considerasse como desonra pertencer a uma família ilustre e distinta, em que a virtude e a probidade são hereditárias.

– Em suma: ninguém, que se tenha por sensato e racional, se envergonha jamais de uma boa ação. Se este axioma é reconhecido por todos os homens que pensam de modo sensato, não tens, como católica, nenhum motivo verdadeiro para te envergonhares da tua Igreja que, mesmo na opinião imparcial dos que seguem outras religiões, tem realizado tantas coisas grandiosas e magníficas, e sem a qual, como se exprime um ator protestante, a Europa, desde muito se houvera transformado num deserto mongólico.

Não tens, realmente nenhum motivo para te envergonhares da Santa Igreja que, no decurso de tantos séculos, manifestou uma admirável força divina; de todas as perseguições, até mesmo das mais violentas, saiu sempre vitoriosa; sempre rejuvenescida; sempre novamente robustecida; enquanto tudo, em derredor caía em ruínas, até mesmo os tronos e os reinos dos mais poderosos soberanos.

Não tens, realmente, nenhum motivo de te envergonhares de tua Santa Igreja que, em todos os contou entre seus filhos, grande número de homens os mais nobres, melhores e mais sábios, grandes heróis da virtude e benfeitores da humanidade. Existe por ventura, em todo o mundo, um instituto tão grande e admirável como a Igreja Católica, um instituto do qual provem igual torrente de benção? Não seria, pois, rematada loucura envergonhar-se dela?

Categorias

Fique informado!

+ Posts

Noiva Singular - A vida de Santa InÍs
Noiva Singular - A vida de Santa InÍs
Resenha do livro
Resenha do livro
Livro Santo ElzeŠrio e a Bem-Aventurada Delfina
Livro Santo ElzeŠrio e a Bem-Aventurada Delfina
Resenha: As TrÍs Chamas do Lar
Resenha: As TrÍs Chamas do Lar
O Pecado Mortal
O Pecado Mortal

Receba novidades por email

E-mail cadastrado com sucesso.