Resenha Santa Isabel da Hungria

Resenha Santa Isabel da Hungria

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Blog - Clube de Leitura
- 23/04/2019 19:04:13

Vida e obra de Santa Isabel da Hungria – Pia princesa da Caridade

A biografia de Santa Isabel da Hungria foi escrita pelo padre Albano Stolz. Esta edição apresentará um resumo da história da santa.

Sobre o duro córtex espiritual da Idade Média, fendida pela graça de Deus, brotou uma das flores mais delicadas da Cristandade: Santa Isabel da Hungria. Nasceu em Presburgo — hoje Bratislava — no dia 7 de julho de 1207. Foram seus pais André II, rei da Hungria, e Gertrudes de Merania, assassinada em 1213. Gertrudes era filha de Bertoldo IV, o qual levava em suas veias sangue de Bela I, também rei da Hungria. Assim, a princesinha Isabel veio a ser o mais apreciado florão da estirpe real húngara.

Conforme os costumes da época Isabel tinha sido prometida em sua mais tenra idade a Luís, filho de Germano I, margrave da Turíngia. Este compromisso matrimonial tinha, sem dúvida, a finalidade política de afiançar a aliança de ambos os países contra o rei Felipe de Suávia. Um bom dia de primavera — 1213 —, quando os campos se despreguiçavam do gélido sonho invernal, se apresentou no castelo de Posonio uma embaixada turíngia para recolher a prometida de seu príncipe herdeiro. O rei da Hungria, então no cume do poder e riqueza da dinastia, dotou generosamente a sua filha dizendo aos emissários: “Saúdo a vosso senhor e rogo se contente de momento com estas pobres prendas, que, se Deus me dá vida, completarei com maiores riquezas”. E revestindo com palavras tão modestas sua jactanciosa exibição fez tirar um cúmulo de tesouros que deixaram admirados aos emissários, pouco acostumados a tais galas na rude e dura comarca de Turíngia.

À chegada dos embaixadores celebraram-se os desposórios e houve grandes festas populares. Desde então, a terna Isabel e o príncipe, que só tinha 11 anos, se educaram juntos; candidamente participavam das mesmas brincadeiras e agiam como movidos por um só coração e uma só alma. As núpcias deram-se no ano de 1220, ou seja, ao cumprir Isabel seus treze anos, em Wartburg de Turíngia.

O matrimônio foi inteiramente devotado a Deus, e Luís dava inteira liberdade à esposa em suas práticas religiosas, detendo-a apenas, com toda a amabilidade, quando lhe parecia passar os limites. Amavam-se extremadamente os dois esposos, e achavam tanta felicidade na companhia um do outro, e tal era o atrativo entre ambos, que depois de Nosso Senhor, nada unia mais intimamente essas duas almas. Esposa exemplar, sempre cumpria com os seus deveres de estado, mas em seu interior repelia os adornos, trajes luxuosos e galanteios que lhe eram constantemente dirigidos na corte. Realizava grandes e discretas obras de misericórdia e fazia penitência frequentemente.

Parece que sua sogra, a duquesa viúva Sofia, não olhava a Isabel com bons olhos, talvez porque o cuidado e a caridade sobrenatural com os mais desvalidos eram uma acusação a seu egoísmo ou, simplesmente, porque acreditava que o carinho de Isabel, no coração de Luís, tinha substituído ao seu. Com mais ou menos paixão aproveitava qualquer oportunidade para desvirtuar a Isabel ante os olhos de seu marido.

Enquanto o marido foi seu amparo, nada teve que temer a princesa Isabel, mas chegou um dia em que nos ouvidos do príncipe Luís soou como chamada irresistível, o clarim convocando a cruzada em nome de Frederico II. O nobre coração de Luís acreditou-se, sem dúvida, mais obrigado a dar exemplo e, deixando a sua esposa só, partiu com seus cavaleiros, com o propósito de embarcar-se em Otranto para unir-se à cruzada. Poucos meses depois, Isabel recebia das mãos de um emissário turíngio, a cruz de seu marido, que tinha morrido vítima de uma epidemia. Deste modo, aos vinte anos — 1227 — a princesa Isabel ficou viúva e desamparada em uma corte estrangeira e hostil, e foi então quando realmente começou seu calvário.

Seu cunhado Germano, querendo destituir aos filhos de Luís da herança do Ducado, acusou a Isabel de prodigalidade, e realmente ela tinha raspado até o fundo de sua arca para remediar a miséria do povo no temível “ano da fome” que atingira toda a Europa. As acusações de Germano encontraram eco na corte, e a princesa Isabel, expulsa do palácio, teve que buscar refúgio com seus três filhos e a companhia de duas criadas em Marburgo, a pátria de sua mãe. Em tão difícil situação a socorreram seus tios, a abadessa Mectildis de Kitzingen e o bispo de Bamberg, que já tinha abandonado o projeto que teve de casá-la novamente.

O pontífice Gregório IV nomeou a Conrado de Marburgo seu “defensor”. Os bons ofícios que este realizou conseguiram, por fim, que a princesa fosse indenizada com uma importante soma e o direito a umas possessões na vila de Marburgo. Mas Isabel já nada tinha que a ligasse ao mundo, e solenemente, na igreja dos Frades Menores de Eisenach, renunciou a seus bens, vestiu o hábito cinza da Terceira Ordem e se consagrou inteiramente e por toda a vida a praticar heroicamente a caridade.

Isabel, firme em seu propósito de dedicar sua vida aos pobres e enfermos, buscando neles ao próprio Jesus Cristo, rejeitou uma e outra vez a chamada de seu pai, o rei da Hungria, que, valendo-se de nobres emissários e até da autoridade episcopal, tratava de convencê-la a regressar a seu país. No entanto, acudiu solícita à chamada de seu Senhor, e aos vinte e quatro anos — no dia 19 de novembro de 1231 — subiu ao céu para receber o prêmio merecido por ter aplicado a água a tantos lábios sedentos, curado tantas feridas ulceradas e consolado tantos corações oprimidos.

O livreto detalha a piedosa vida da Santa e se encerra com relatos de seus muitos milagres.

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At. Editora Caritatem

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