A maternidade, uma missão divina!

A maternidade, uma missão divina!

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- 25/08/2020 18:28:17

Quando a mulher se torna mãe se depara com o seu mais completo desenvolvimento. A maternidade, de fato, é um mistério, que faz da mulher o ser mais semelhante a Deus, pois através da procriação de um filho ela compartilha da onipotência do Criador. Dizem, muitos padres, que nenhuma condição humana mais aproxima um ser de Deus do que a maternidade. E sem dúvidas é verdadeiro afirmar que a maternidade é uma graça, um dom de Deus.

Entendendo a grande dignidade da maternidade, a mulher buscará cumprir os seus deveres nesta nova e especial missão. E um dos primeiros deveres da mãe é criar um clima de alegria inesgotável à criança, pois é através dessa alegria que virá a vitalidade da alma, a formação do caráter e das virtudes. Também é dever de uma mãe ser enérgica e forte, para corrigir e moldar o homem na pequena criança.

A maternidade não é somente os momentos de dores e sofrimentos da gestação e do parto, mas esse dom se completa após o nascimento, quando a mãe tem a função de despertadora da alma e gera a vida espiritual de seu filho. E para esse pesado encargo, a mãe deve ser exemplo de uma mulher cristã.

“A mãe cristã foi encarregada por Deus de uma missão dupla em relação aos filhos; ou seja, garantir-lhes o alimento tanto da alma como do corpo. Porque, se ela foi equipada pela natureza para dar a seus filhos o leite que sustenta a vida de seus corpos, assim também ela foi particularmente desenhada pelo Deus da natureza para dispensar a eles o alimento da sua alma o leite racional de que o apóstolo fala (I Pedro 1, 1-2) e é aquele que os fará crescer para a salvação.”¹

 

“Levantem-se, então, mães cristãs, contemplem a sublimidade de sua vocação, cujo objetivo é nada menos do que levar aqueles filhos que Deus lhe confiou ao céu, a Deus, e plenamente conscientes de que é impossível cumprir esse dever a menos que vocês mesmas estejam ligadas a Deus, seu Senhor, servindo-O com fé inabalável de todo o seu coração, e sem poupar-se diante dos problemas para progredir continuamente em Seu amor, na realização de Sua santa vontade e em todas as virtudes cristãs. Que seja este o objetivo final de todas as suas mais fervorosas orações, pedindo que Deus possa ajudá-la mais e mais com Sua poderosa graça.”²

A mãe é aquele elo sobrenatural aqui na terra, a que ampara, socorre, ama até a exaustão. Ela já não vive mais para si, mas sim para os seus! E essa é a dignidade da mulher, o grandioso valor dessa missão, que é: O abandono de si mesma, o sacrifício, a doação total. 

“Educar é uma obra do coração”, dizia Dom Bosco. Por isso, a mãe tem o primado do amor e é a maior das educadoras. Ninguém como a mãe para ensinar, instruir e corrigir um filho. Ninguém como a mãe para arrancar os maus hábitos e fazer florescer as virtudes nos corações das crianças.

Hoje vemos uma sociedade corrompida que rebaixam a maternidade à um valor insignificante, e dizem para as mulheres modernas buscarem as felicidades e prazeres do mundo e abandonar o “peso” dessa missão divina. Por essa razão é tão comum vermos mulheres que não buscam o matrimônio, tampouco a maternidade. Deformando, dessa forma, a dignidade e missão que Deus lhe deu. Elas dizem “non serve” para Nosso Senhor e a Sua Vontade e servem ao mundo, onde são rebaixadas, são destruídas e infelizes.

Não é a toa que Nosso Senhor diz que a mulher será salva pela maternidade, pois é nesse estado que realmente encontra a felicidade, a santidade e o real sentido humano da vida, que é a doação de si mesmo.

 

“Feliz a virgem e a esposa que se preparam segundo a vontade da santa Igreja. Quando chegar a hora de cumprir os deveres de sua vocação como mãe, ela provará ser verdadeiramente uma mãe cristã, e grandes serão as bênçãos que ela espalhará por toda parte. Esta foi a escola em que essas mães foram treinadas e que a Igreja honra como santas - Santa Isabel, Santa Edwiges, Santa Mônica, Santa Paula e tantas outras.

Mas preparar-se assim na escola da Igreja para um estado de vida tão importante, para uma vocação cujos efeitos atingem a eternidade, é algo, especialmente em nossos dias, muito negligenciado, sim, algo até desprezado por um grande número. “³

 

¹ Trecho do livro: A Mãe Cristã

² Trecho do livro: A Mãe Cristã

³ Trecho do livro: A Mãe Cristã

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