Homem católico versus Homem moderno

Homem católico versus Homem moderno

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Blog - Formação
- 15/09/2020 17:26:14

Quando falamos do homem católico, mencionamos aquele de caráter forte, de virtudes sólidas, que almeja a perfeição em todos os seus pensamentos, desejos, palavras e obras. Esse homem deseja que Nosso Senhor Jesus Cristo seja Rei de todos os seus sentidos, do seu espírito, de seu lar, do seu trabalho e de toda a sociedade. 

Ao mesmo tempo notamos, mais evidentemente hoje, o quanto as revoluções quiseram – e conseguiram – ferir muitos homens. Ora, sabemos que as revoluções são obras das paixões desordenadas dos homens e também do demônio, e que atacam em todas as nuances a dignidade e a natureza dos homens. Com a vinda do modernismo, já penetrado até no alto clero da Igreja e corrompendo famílias e religiosos por onde passa, percebemos a dificuldade de afastarmo-nos da imagem do homem do mundo e nos aproximar com o ideal de Nosso Senhor. E como coexistir esse homem moderno – que vive no século XXI – e o homem que busca a perfeição em todas as coisas? Que observa os mandamentos divinos? 

De fato, temos grande dificuldade em encontrarmos consolo nos exemplos passados, pois parece-nos homens tão distantes e realidades impalpáveis. Porém, devemos recordar que em todas as épocas as revoluções e revoltas estavam nos corações de muitos homens e exigiu muita coragem e hombridade dos eleitos para resistir e perseverar na graça de Deus. 

Enquanto em um século os homens sofriam com o pesado martírio, com as injúrias, as humilhações que os deixavam sem dignidade alguma perante os homens, as prisões, as guerras,  as zombarias, a miséria e todo tipo de sofrimento, hoje vivemos numa época muito distinta, porém enganosa. Se não possuímos o martírio corporal, temos um martírio amedrontador para enfrentar: O martírio do espírito. Se não temos as injúrias, as humilhações e as zombarias, temos porém que combater a frieza de coração, a insensibilidade às coisas divinas, ao liberalismo que tenta roubar nossos corações. Se hoje não vamos a guerra derrotar nossos inimigos e os hereges, entretanto fazemos guerra aos nossos sentidos bombardeados pela impureza, pela cólera, pelo orgulho, pela vaidade e pela avareza. Se não ficamos presos por defender nossa fé, procuramos não ficarmos refém de nossas paixões e termos um juízo reto e justo. Se hoje não nos dizem tantas calúnias, hoje a busca da sabedoria se tornou escassa. Não somos excluídos à miséria por causa da nossa fé, porém a miséria de espírito é quase que generalizado atualmente.  

Estamos em um tempo diferente, onde as guerras e as revoluções são camufladas, onde reina uma falsa paz, um falso amor, uma falsa liberdade, em torno de nós só vemos ilusões e mentiras. Percebemos um tempo de confusão, onde “(...)até os eleitos serão confundidos”. Voltemos, pois, os olhos a Santa Cruz, para sabermos a qual pátria pertencemos e onde encontramos consolo neste mundo de devaneios. Nosso Senhor nos quis santos nessa época, Ele nos dá todas as graças necessárias para a nossa santificação e salvação e só nos pede que aceite esse ato infinito de amor e misericórdia.  

O homem moderno – dos dias atuais – pode e deve ser um homem católico, e assim como todos os homens de todas as épocas, buscar no Sagrado Coração de Jesus e no Imaculado Coração de Maria as armas necessárias para combater no mundo e de que forma ajudar na salvação das almas. O homem social irá arrastar toda a sua sociedade, começando em seu lar e principalmente nos outros meios sociais. Não se pode ser católico somente em casa e na igreja, e sim em todos os âmbitos anunciar o Reinado Social de Nosso Senhor, levantar seu estandarte até às últimas consequências. O que vale a vida, as riquezas, os bens e todas as coisas se não está com Ele? Como tudo é efêmero e sem valor quando lembramos da pátria celeste, da verdadeira e eterna felicidade ao lado de Deus e na comunhão dos Santos.

Que Deus nos ajude a sermos os homens segundo o Seu ideal nessa época. 

Salve Maria Puríssima.

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