Resenha do livro A Mãe de Santa Terezinha

Resenha do livro A Mãe de Santa Terezinha

Postado em:
Blog - Clube de Leitura
- 02/05/2020 11:58:01

Livro: A Mãe de Santa Terezinha

Autor: Irmã Genoveva da Sagrada Face (Celina Martin)

 

A restauração de uma sociedade, para que se torne
genuinamente cristã, deve contar com exemplos impregnados de fé. Esse
precioso livro, intitulado “A mãe de Santa Teresinha do Menino Jesus”, escrito
por uma das irmãs da estimada santa, a irmã Genoveva da Santa Face (Celina
Martin) corresponde a um importante demonstrativo da Misericórdia divina por
meio do exemplo de célula familiar em amizade com Deus.

A glória de Santa Teresa do Menino Jesus é conforme obriga a
nobreza moral de sua ascendência. Foi o resultado de uma verdadeira
linhagem de santidade doméstica, cultivada à guisa de ferrenhas provações e
transmitida de pais para filhos de tal modo que, tal como um reflexo, também é
devolvida da filha santa para os ascendentes santos: a preciosidade virginal de
Teresinha “irradia” também sobre seus venerados pais. Assim, a “Florzinha” é
o fruto e a recompensa de santas vidas paterna e materna.

À baila do conteúdo inicial, a obra apresenta: A carta de Sua
Excelência D. Picaud, bispo de Bayeux e Lisieux, à Irmã Genoveva da Santa
Face, do Carmelo de Lisieux; uma “Advertência” das Carmelitas de Lisieux e
uma introdução propriamente dita, na pena da própria Irmã Genoveva. O
Capítulo I, intitulado “O retrato moral de minha mãe” percorre a juventude, a
vida familiar, o trabalho, o espírito de fé, o amor à Igreja, a caridade e as
provações pelas quais passou Santa Zélia Guérin. O Capítulo II, “Doença e
morte de minha mãe”, percorre o roteiro de padecimento e martírio da santa, a
coragem com a qual suportou as suas cruzes e o exemplo cristão até a sua
santa morte.

Os apêndices são uma espécie de “coroa de rosas” reservada
aos leitores da obra. Deles constam: “Alguns detalhes topográficos” e “Notícia
biográfica sobre Irmã Francisca Teresa (Leônia Martin). Os chamados
“detalhes topográficos” explicitam descrições sobre a primeira casa da família
Martin e transportam o leitor à rua São Brás, o seu pequeno e bem cuidado
jardim, as características da sepultura de Santa Zélia, os nomes de todos os
filhos da família e os memoriais em poemas de Santa Teresinha, dedicados à
sua mãe.

A “Notícia biográfica”, por sua vez, corresponde a uma verdadeira
oportunidade de experimentar as delícias do bom Deus na vida de Santa Zélia
por meio da história de vida de sua filha, Leônia. Esse momento da obra
focaliza o papel de educadora da Sra. Martin em uma criança desafiadora que
se tornou uma obra-prima de religiosa fervorosa e piedosa, podendo servir de
estímulo e de modelo para muitas mães cristãs. Devem os olhos atentos cuidar
precisamente da forma como a Sra. Martin reforma e lapida o caráter difícil da
filha Leônia, feito de choques e de contrastes, compensado, aliás, por um
coração de ouro.

Deduz-se da obra nítidos demonstrativos de como a educação na

casa da família Martin era boa e afetuosa, atenta e esmerada. Santa Zélia
repugnava o desperdício e estava sempre preocupada com o luxo e as
enganações do mundo, de modo a ocupar-se fervorosamente da tábua de
valores das filhas, alertando-as da verdadeira escravidão cujos grilhões estão
nas modas. Velava com grande cuidado sobre a alma de sua prole e a menor
falta nunca ficava sem repreensão, uma equilibrada combinação de firmeza
irredutível e docilidade incomparável. Nada poupava ao entrar em jogo a
educação e bem espiritual das filhas.

A fé de Santa Zélia a levava a pensar, primeiro, nas almas.
Como explicita Irmã Genoveva, a zelosa mãe convidava as filhas a rezar pelos
pecadores, pelos moribundos do bairro, visitava-os, em ocasião oportuna,
ajudava-os com seus bens, fazia suavemente com que se voltassem para
Deus e chamava o padre à sua cabeceira. Era, pois, inclinada a exercer a
caridade no plano mais imediato: o do socorro diário aos que estão na
necessidade, sobretudo a espiritual. De sua alma ardente devorada pelo zelo
da salvação dos pecadores, jorrava esta exclamação dolorosa: "Meu Deus,
como é triste uma casa sem religião! Como é terrível a morte aí!".

De confiança invencível em Deus, Santa Zélia foi sustentada em
suas múltiplas provações. Conheceu muitas angústias, doenças graves de
seus filhos, a morte de quatro dentre eles, aceitou tudo com admirável
resignação, não obstante a sensibilidade por demais viva que lhe tornava muito
penosas estas separações e inquietações. Da submissão da santa mãe a
todas as vontades divinas rejubilava o Coração de Deus e reservavam à
família Martin uma magnífica recompensa.

Portanto, esse tesouro em forma de livro é um generoso
passaporte ao santuário íntimo da família Martin, cuja entrada deve ser movida
pelo sentimento de edificar cada um de seus empenhados leitores com os
exemplos de uma virtude sólida. O bom Deus fala ao coração de cada um na
lição providencial que esse lar oferece.

“A missão essencial dos pais, colaborando com a obra criadora
de Deus, é formar novos eleitos para o Céu, visto que a existência humana não
tem outro fim. Felizes os pais e as mães ciosos desse nobre dever e que terão
a alegria de reencontrar na eternidade a coroa preciosa de todos os seus
filhos. Felizes os pais e as mães ciosos desse nobre dever e que terão a
alegria de reencontrar na eternidade a coroa preciosa de todos os seus filhos.”
– Irmã Genoveva da Sagrada Face

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