Resenha Livreto Santa Mônica - Mãe de Santo Agostinho

Resenha Livreto Santa Mônica - Mãe de Santo Agostinho

Postado em:
Blog - Clube de Leitura
- 18/11/2019 17:24:08

BOUGAUD. Santa Mônica, a mãe de Santo Agostinho. 1ª edição: Niterói, RJ. Editora Caritatem, 2019.

 

Nasceu na África no ano de 331 em uma família essencialmente cristã, filha muito amada foi instruída na fé desde pequenininha. Sua educação foi confiada a uma criada cuja piedade era conhecida e admirada por todos. Mônica era privilegiada, esta pequena menina havia sido escolhida para ser mãe do maior doutor da Santa Igreja.

Mônica avançou uma bela infância inserida em uma vida temente a Deus, desde cedo já fazia sacrifícios e dispunha de uma grande caridade em seu coração. Cresceu dotada de virtudes e dons naturais e sobrenaturais, sua inteligência era admirável. Sempre que podia ia sozinha à igreja, sua piedade já estava consolidada.

Esta parecia ser destinada a vida religiosa, porém aos vinte anos sua mão foi pedida em casamento, e foi dada como esposa a um homem cuja personalidade e princípios pouco lhe assemelhava. Patrício era então o seu marido, um homem de vida pouco exemplar e que era indiferente as coisas de religião.

Patrício não era um bom companheiro, ciumento, agressivo, e até infiel, muitas lágrimas arrancou de Mônica. Ela sem nunca enfrentá-lo, apenas redobrava suas orações e sacrifício implorando ao bom Deus a conversão de seu marido. Deus em sua bondade compadeceu-se da boa esposa que tanto sofria as maldades do marido e apoderou-se do coração de Patrício o convertendo. Mônica pode ver seu marido pedindo pelo batismo e morrendo em estado de graça.

Mônica havia sido mãe de 3 filhos, um deles Agostinho, nascido no dia 13 de novembro de 354 foi causa de grandes sofrimentos para essa mãe. Desde pequeno ela a ensinou as verdades da fé, mostrava a ele a simplicidade do nascimento de Jesus, a grandiosidade do mundo como criação de Deus, tudo isso foi lhe incutindo desde cedo.

Chegando à juventude, Agostinho que tinha uma inteligência notável quis sair de perto dos pais para estudar na escola de Mandaura, seu pai era desejoso de vê-lo advogado para orgulho da família. Mônica sentiu em deixar o filho partir, mas concordou.

Começou aí a vida de perdição de seu filho que se entregou a todas os prazeres da juventude, vaidoso buscava ser reconhecido entre os intelectuais do local. Agostinho estava mergulhado no vício. Renunciou à fé de sua infância, inscrevendo-se na seita dos maniqueus como “ouvinte” e aí permaneceu durante 9 anos. Para Mônica foi de cortar o coração saber disto e custou-lhe muitas lágrimas, conhecia a vida desregrada do seu filho mas não imaginava que pudesse chegar ao ponto de negar sua fé.

Para alguém que tanto ama a Deus as heresias causam grande tristeza, somado a isso ver a perdição de seu filho pelo afastamento da verdade só podia lhe causar grande dor. Mas não desistiu de sua luta, quis seguir em oração e sacrifícios pela conversão de seu filho.

Agostinho se encontrava em Milão para construir fortuna, Mônica foi até seu encontro. Logo que chegou na Itália, Mônica foi surpreendida que seu filho era ouvinte dos sermões dado pelo bispo local, não havia tornado católico ainda, porém já não fazia parte dos maniqueus. Foi Mônica então se encontrar com o bispo (Santo Ambrósio) e lhe contou toda sua angústia, o bispo admirado de tamanha responsabilidade cristã daquela mãe decidiu ajudá-la, e como consolo lhe disse: “Não é possível que sucumba o filho de tantas lágrimas”.

Passaram a frequentar juntos e ouvir o bispo, e Mônica que constantemente se encontrava na igreja estava amadurecendo em sua caminhada pela santidade. Ela que já era virtuosa, agora deixava de ser vista como uma viúva, mas como Santa Mônica. Em pouco tempo Agostinho se converte e encontra a verdade, e encaminha todos os seus talentos para igreja de Deus, assim avança a trajetória do grande doutor da igreja, Santo Agostinho.

Mônica ao vê-lo desta maneira agradecera imensamente a Deus e percebe que sua missão na terra estava encerrada, não tardou para subir à pátria celestial e consolidar seu título de santa.

Exemplo de mãe cristã e amor verdadeiro vemos na história desta mãe, que não mede esforços para conduzir seu filho à verdade, nada lhe iludiu, nem a fama, nem o dinheiro, nem a inteligência e nem a beleza de Agostinho, Mônica queria vê-lo salvo, amando a Deus e o servindo. Sua esperança, sacrifício contínuo e muitas lágrimas lhe concederam a graça de não ser apenas a mãe de um convertido, mas de alguém que se tornaria santo.

Imitemos a vida de Santa Mônica, tendo sempre em mente que além da vida física devemos aportar para nossos filhos a vida espiritual.

 

 

 

Esta obra é produzida exclusivamente para os assinantes do clube de leitura "A Mulher Cristã", 

para recebêla, faça sua assinatura clicando aqui.

Categorias

Fique informado!

+ Posts

Resenha Livro A Mãe Segundo a Vontade de Deus
Resenha Livro A Mãe Segundo a Vontade de Deus
Resenha Santa Rita de Cássia
Resenha Santa Rita de Cássia
Famílias numerosas
Famílias numerosas
Resenha Livro A Mulher Cristã e o Sofrimento
Resenha Livro A Mulher Cristã e o Sofrimento
Resenha Livreto de Santa Isabel Rainha de Portugal
Resenha Livreto de Santa Isabel Rainha de Portugal

Receba novidades por email

E-mail cadastrado com sucesso.