Sentimentalismo ou amor?

Sentimentalismo ou amor?

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Blog - Formação
- 18/06/2020 12:11:40

Vemos na sociedade moderna um excesso de sentimentos sempre exacerbados em todos os meios possíveis. Mas, será que sentimos mais? Será verdade que somos a geração mais sentimentalista?

Creio que, nas últimas décadas principalmente, os nossos sentidos têm sido desregrados e a nossa inteligência obscurecida pela maioria das influências da sociedade. Desta forma sentimos muito e nada ao mesmo tempo... Mas isso é possível? Sim, pois quanto mais nos entregamos aos vícios e meios que desregram os nossos sentidos (por exemplo na arte: músicas românticas ou/e impuras), mais nos afastamos da nossa humanidade e nos assemelhamos ao animal irracional.

O que é então o amor? Em filosofia o amor é o próprio Deus, o nosso fim último e fim de todas as coisas. Ora, então quer dizer que para amarmos verdadeiramente tudo o que fizermos deve-se ter o fim último de chegar até o Amor, que é o próprio Deus.

Mas este amor é quem nos inspira a construir uma Notre-Dame. O amor inspira-nos a pintar a Sistina, a esculpir a Pietà, a tocar Bach, a compor Os Lusíadas e tantas outras mais ações nobres e que aos olhos humanos se demonstram impossíveis.

Vemos que em outras épocas, principalmente a conhecida “Idade das trevas”, que na verdade foi a Idade da Luz, o amor EXALAVA, pulsava em todos os meios da sociedade... Santos e doutores da Igreja lecionando nas universidades, mártires morrendo por toda parte, jovens se casando o mais breve possível e entregando numerosos filhos a Deus, homens indo à guerra bravamente e jamais sendo covardes perante Deus (a Igreja), a Pátria e sua família. Os bons costumes, os estados católicos, as boas artes e as alegrias verdadeiras e sãs...

O que é todos esses heroísmos? Todas essas nobres e sobre-humanas ações (sob o olhar moderno)? Será só um sentimento? Talvez uma paixão que os sustentou? Ou será algo maior? Algo nobre, sobrenatural e que se firma nas virtudes?

Sim, é verdade, sentimos muito, ah quanto sentimos... Morremos por depressão e ansiedade, mas nunca pelo outro, nunca por Deus, nunca pela pátria. Sentimos tanto que compomos músicas... Tão baixas, ritmos tão desordenados e imundas que os ouvidos mais preservados possuem uma natural repulsa. Mas sentimos.

O que dizer das poesias, livros, artes (pinturas, cinema, danças etc) e arquitetura moderna? Não há olhos que não vejam essa decadência, a feiúra, a baixeza e tristeza que tais obras modernas provocam. Mas, quando uma doença chamada RELATIVISMO encontra uma sociedade já decadente, arrasta ela ainda mais fundo na corrupção. Desculpem-me os relativistas, mas as obras modernas são indignas de deleite.

Então chega um momento que precisamos dizer: “A grama é verde”. A verdade é objetiva, pois é o próprio Deus. A beleza é objetiva, o amor é objetivo e o bem também. O relativismo serve para rebaixar a nossa própria inteligência, pois negamos a realidade.

E onde estão os frutos do nosso “amor”? O amor que a sociedade tanto prega, com falsa caridade, falsa entrega, falsa coragem e falso esforço? Pobre sociedade moderna. “Pelos frutos conhecereis a árvore”.

O sentimentalismo é o amor próprio, o orgulho e a vaidade, e consequentemente a destruição de nós mesmos.

O amor é a morte, a morte de nós mesmos por um fim maior. O amor nos liberta da escravidão do pecado e da baixeza, e nos eleva à nobreza do espírito. O amor nos dá a graça e as virtudes naturais e sobrenaturais.

Santa Teresinha entendeu tudo. Ela termina a breve vida dizendo: “Eu não morro, mas entro na Vida”.

Para amar, o fim deve ser a glória e honra de Deus. Para sentir, o fim deve ser nós mesmos, criaturas sem dignidade (senão em Cristo) e que virarão pasto de vermes em poucas décadas.

E tu, criatura, queres sentir ou amar?

 

 

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